07/12/2016

Meio-abstracto


Ordem Dominicana


A Ordo Praedicatorum, vulgarmente conhecida por Ordem Dominicana (herança do nome do seu fundador), teve origem num grupo de homens orientado por Domingos de Gusmão, que se reuniu numa propriedade herdada por Pedro Seila, que integrava aquela comunidade, no ano de 1215, em Toulouse.

22/10/2016

Teresa de Ourém - Lenda

Nasceu no Zambujal, por volta do ano 1220, séc. XIII, no reinado de D. Afonso III. Cedo, foi trabalhar como doméstica para o prior de Vila Nova de Ourém. Notabilizou-se pela sua extrema caridade, em contraposição com a extrema avareza do prior que servia. Pois sabia que era uma virtuosíssima Tareja, nascida no lugar do Zambujal, desta freguesia, ai pelos anos de 1220. Este povo atribuía-lhe muitos milagres em vida, e não menos depois de morta. Ainda aqui é conservado, como relíquia, o casco da cabeça desta beata, que era todos os anos exposto à veneração, no dia 3 de Setembro. Diz a tradição que, sendo proibido o culto desta relíquia, manda retirar do altar por um bispo que viera de visita à collegiada, em virtude de não ter havido canonização, fora este logo atacado de fortíssimas dores de cabeça que só lhe passavam depois de revogar a sua ordem. Na torre, ao sul, que dá entrada para o recinto, mandou o prior da freguesia de Santa Maria (D. João) construiu uma casinha para sua criada – a beata Teresa – se entregar, num completo recolhimento, ás suas ordens e penitências. (No zambujal terá nascido Santa Teresa de Ourém, a qual terá falecido em Ourém, em 1266). "Junta de Freguesia da Atouguia"

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16/07/2014

Farm

23/04/2013

Monarquia


1109: Provável ano de nascimento, em Coimbra, do infante Afonso Henriques, filho do conde Henrique de Borgonha e de dona Teresa, bastarda do rei Afonso VI de Castela e Leão. No mesmo ano morre Afonso VI. Início da disputa entre dona Urraca, a herdeira legítima, dona Teresa e vários outros pretendentes ao trono. A briga pelo poder dura anos. - 1122: Afonso Henriques antecipa em sete séculos um gesto de Napoleão Bonaparte. Ignorando o cardeal que presidia a cerimônia, arma-se cavaleiro na catedral de Zamora. - 1128: Afonso Henriques luta contra a mãe, dona Teresa, e seu aliado, o conde galego Fernão Peres de Trava. As tropas de Afonso Henriques e dona Teresa se enfrentam no campo de São Mamede, junto ao castelo de Guimarães. O exército galego é derrotado. Esta vitória leva dona Teresa a desistir da idéia de anexar a região portucalense ao reino da Galícia. - 1129: No dia 6 de abril, Afonso Henriques dita uma carta em que se proclama soberano das cidades portuguesas. - 1135: Afonso VII, filho de dona Urraca, é coroado “imperador de toda a Espanha” na catedral de Leão. Afonso Henriques se recusa a prestar vassalagem ao primo. - 1137: Paz de Tui. Após lutar com Afonso VII no Alto Minho, Afonso Henriques promete ao imperador “fidelidade, segurança e auxílio contra os inimigos”. - 1139: Batalha de Ourique. Afonso Henriques vence cinco reis mouros. - 1140: Afonso Henriques começa a usar o título de Rei. - 1143: Provável Tratado de Zamora no qual estabelece a paz com o primo Afonso VII. Primeiro passo para a independência portuguesa. Afonso Henriques escreve ao Papa Inocêncio II e se declara - e a todos os descendentes - “censual” da Igreja de Roma. A palavra “censual” significa que Afonso Henriques é obrigado a prestar obediência apenas ao Papa. Na região que governa, portanto, nenhum outro poder é maior que o dele. - 1147: Afonso Henriques expulsa os mouros de Lisboa e várias outras cidades portuguesas. - 1169: Afonso Henriques é feito prisioneiro pelo rei de Leão, Fernando II. - 1179: A Igreja Católica reconhece, formalmente, a realeza de Afonso Henriques. - 1180: Final dos conflitos com Fernando II, de Leão, pela posse de terras na região da fronteira e costa da Andaluzia. - 1185: Afonso Henriques morre na cidade em que nasceu. Sua herança, além de imensa fortuna, é o Condado Portucalense, primeiro território europeu que estabelece sua identidade nacional. “... não quero mais saber do lirismo que não é libertação.” (Manuel Bandeira, Poética

18/04/2013

Laje no mosteiro de Alcobaça


Abril 1606. O nº 1 está desgastado. Refere-se a Frei Bernardo de Brito da Ordem de Cister, mandado estudar para Coimbra pelos seus superiores. Dedicou-se com afinco ao estudo da história, tanto assim que ficou Doutor em Teologia em 12 de Abril de 1606. Concebeu uma grandiosa história de Portugal, começando desde o princípio do mundo, mas apenas publicou os dois primeiros volumes, a primeira parte em 1597 e a segunda em 1609. O Rei de Espanha nomeou-o Cronista Mor do Reino por Carta de 12 de Julho de 1614. Frei Bernardo de Brito chamou-se na vida civil (no século, como então se dizia) Baltasar de Brito de Andrade. Nasceu em Almeida em 13 de Setembro de 1568 (segundo Frei Fortunato de São Boaventura), sendo filho de Pedro Cardoso e de Maria Brito de Andrade. Ainda muito jovem, seu pai mandou-o estudar para Roma onde permaneceu alguns anos. Em 1985, ingressou na Ordem de Cister e foi mandado estudar para Coimbra pelos seus superiores. Entretanto, dedicou-se com afinco ao estudo da história, tanto assim que apenas ficou Doutor em Teologia em 12 de Abril de 1606. Concebeu uma grandiosa história de Portugal, começando desde o princípio do mundo, mas apenas publicou os dois primeiros volumes, a primeira parte em 1597 e a segunda em 1609. O Rei de Espanha nomeou-o Cronista Mor do Reino por Carta de 12 de Julho de 1614. A sua obra foi muito criticada. Embora a sua escrita fosse perfeita, como historiador deixou bastante a desejar, o que não admira, dada a falta de documentos históricos. O seu principal crítico foi Diogo de Paiva de Andrade, que, ressaibiado por não ter sido nomeado Cronista Mor do Reino (sucedendo assim a seu pai, Francisco de Andrade) publicou Exame de Antiguidades (ver bibliografia), onde o critica asperamente, limitando-se, porém, a visar o livro I da Primeira parte. Frei Bernardo de Brito não quis ou não teve tempo de lhe responder, pois veio a falecer na sua terra natal em 27 de Fevereiro de 1617. Diogo de Paiva de Andrade não prosseguiu a sua obra. Contra Diogo de Paiva de Andrade, veio a público defendê-lo o seu confrade Fr. Bernardino da Silva que publicou a “Defensão da Monarchia Lusitana” em duas partes, a primeira publicada em Coimbra em 1620 e a segunda em Lisboa em 1627, obra muito apreciada pelos críticos, pois está bem escrita em “linguagem correcta e elegante, quanto o permite o assunto; e que o autor advogou a sua causa do melhor modo que lhe era possível” (Inocêncio). Para mais detalhes, consultar Barbosa Machado.

12/04/2013

Porto de Mós e o seu castelo


O castelo medieval À época da Reconquista cristã da península Ibérica, tendo as forças de D. Afonso Henriques (1112-85) avançado até à linha do rio Tejo, Porto de Mós tornou-se um ponto estratégico na defesa de Leiria e de Coimbra. Conquistada em 1148, a tradição refere como seu Alcaide o ilustre D. Fuas Roupinho. Pouco tempo mais tarde os mouros reconquistaram este castelo, tendo D. Fuas logrado a fuga para retomá-lo em seguida, com reforços, definitivamente. Com o incentivo ao povoamento sob o reinado de D. Sancho I (1185-1211), a povoação prosperou, tendo a sua defesa recebido importantes obras de beneficiação. Ciosa de seus direitos e deveres, foi uma das raras localidades portuguesas que se constituíram em Concelho por iniciativa própria, independentemente da concessão de Carta de Foral. Novas obras foram promovidas durante o reinado de D. Dinis (1279-1325), que lhe outorgou foral (1305), quando se iniciou a sua adaptação à função de residência senhorial. No contexto da crise de 1383-1385, a povoação e o seu castelo tomaram o partido do Mestre de Avis. As forças portuguesas, sob o comando do soberano, aqui acamparam a caminho da batalha de Aljubarrota (1385). A povoação, o castelo e seus domínios integraram a ampla doação de terras e direitos feita pelo soberano ao Condestável, D. Nuno Álvares Pereira. Por falecimento deste, foram legados em testamento à sua filha e genro, os primeiros duques de Bragança. Em meados do século XV, o filho do 1º duque de Bragança, D. Afonso, 4° conde de Ourém e 1° marquês de Valença, interessando-se por várias vilas destes domínios, foi o responsável por várias melhorias em Porto de Mós, entre as quais a transformação do seu castelo medieval em um solar renascentista, projeto que os seus descendentes conservaram e ampliaram