10/09/2020

Almourol vista noturna

Castelo do Almourol numa noite de verão com luz e sombras.

 

Sonhei que tudo se repetia

Tempos houve que Portugal viveu a anarquia e a obscuridade. Uma época na qual todos os vestígios de ordem, justiça e autoridade foram esquecidos e substituídos pelo exercício da força. Reis e bispos empalideciam face os avanço dos senhores feudais, que aproveitando a instabilidade da época, impunham a sua vontade a uma população atemorizada e ignorante. A espada e a lança tinham afiançado a sua lógica sangrenta sobre a lei e a administração se haviam propalado pelos territórios. Portugal está a repetir a História.

 

08/09/2020

Moinhos da Pena

Uma cordilheira de moinhos brancos limita as freguesias torrejanas de Chancelaria e Assentiz. São doze moinhos, a maior parte recuperados no âmbito do programa Leader em 1995. Anos depois apenas um moinho é utilizado para turismo rural e outro pode ser posto a funcionar para moagem de cereais. Um investimento que permitiu manter de pé o terceiro maior conjunto de moinhos de vento do país, mas cuja rentabilidade fica muito aquém do desejado.

 

1ª vez


Eu poderia estar bastante desanimado, mas antes pelo contrário, até estou optimista com esta imagem. A minha primeira experiência com estrelas nas proximidades da cidade com muita luz artificial, sem comando disparador, sem lentes brilhantes, apenas uma 50mm f/1.4 e dificuldades em acertar nas definições. ISO 3200, exposição 20", abertura f/2, para primeira tentativa não está muito mal, amanhã nova tentativa e depois mais até conseguir um resultado razoável.

 

 

07/09/2020

Muros de "pedra seca" no PNSAC

Estes muros destinavam-se a marcar a cota de terreno pertencente a cada família na serra onde todos teriam um quinhão que seria cultivado.

Ao mesmo tempo que construíam estes muros iam fazem estas janelas que seriam para servir de passagem do animais menores e fechado com lajes (agora tapados na maioria com pedras), aqui pode-se ver uma porta que talvez fosse usada para os animais maiores que seria recolhidos nessas courelas de terreno.

Uma passagem no muro que seria utilizada para passagem de animais de pequeno porte e depois tapada com uma laje.

Era também deixado em forma de escada algumas pedras a fim de facilitar a passagem humana de ambos os lados do muro sem que estes se alagassem ou desmoronassem.




Reconstruções de pedra na serra

Ainda em Telhados Grandes construções centenárias em pedra à procura duma nova vida são reconstruídas ou esperam a sua vez se ainda não o foram. O céu é de fumo devido ao incêndio que perto deflagrava.

 

Exercito de Paz a caminho

Quando os incêndios são grandes toda a ajuda é bem-vinda. Aqui vemos uma coluna de Bombeiros Especais da Proteção Civil a caminho  das chamas no PNSAC.

 

Toponímia

Ontem quando subi a serra para ir fotografar o incêndio que lá deflagrava, passei nesta aldeia "Telhados Grandes", que segundo a história deste lugar, é que havia construções com coberturas enormes para que na época das chuvas conseguissem armazenar com maior o aproveitamento possível essa dádiva do céu a uma serra onde a sua escassez é muita. Por essa razão toda a água recolhida nos telhados seria encaminhada para cisternas de pedra e cobertas para evitar a sua evaporação. 

 

Fantasmas ou ilusões?

Sentei-me na esplanada do café dos BVTN mas parece-me que já não estou muito sóbrio ao apurar por este resultado. Mas não correu tão mal com f/4,5, ISO 125, tempo de exposição 1seg.

 

06/09/2020

Incêndio no PNSAC

Hoje por voltas das 18 horas era bem visível o incêndio que devorava o PNSAC no concelho de Porto de Mós numa imagem surreal que em determinados momentos tornava o dia em noite ou num pôr de sol digno de uma imagem de outro planeta. Esta fotografia foi captada na Atouguia perto de Torres Novas a mais de 20 Km em linha recta.

 

05/09/2020

Serra de Santo António

A Serra de Santo António insere-se no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, fazendo parte do Maciço Calcário Estremenho. Geologicamente é o local de eleição para se encontrar grutas, pojes,  algares e outras formações calcárias. Pode-se avistar aves, como Bufos, Águias, Gralhas entre outas. Mamíferos notívagos, os morcegos podem ser avistados em grutas e algares refugio natural deles. Na flora podemos encontrar oliveiras plantadas pelo Homem ao longo dos tempos e uma flora rica em espécies selvagens e endémicas, entre elas plantas aromáticas que exalam os seus odores na primavera e no verão. Entre elas estão o rosmaninho, as pimenteiras ou o alecrim. 

 

 

04/09/2020

Forte de Nossa Senhora da Luz

O “Forte de Nossa Senhora da Luz”, também referido como "Forte de São João da Luz", localiza-se na freguesia e concelho de Peniche, no distrito de Leiria, em Portugal.
História
(Foi erguido no século XVII com a função de fechar, a Norte, a linha de muralhas e baluartes que ligavam a Ribeira, em Peniche de Baixo, à Papoa, na fachada Norte da península.
A sua localização estratégica, associada ao seu poder de fogo, constituía um forte obstáculo a qualquer tentativa de desembarque inimigo no areal Norte da península.
Atualmente encontra-se em adiantado estado de degradação, causado pela erosão marinha da falésia argilosa onde se implanta.
O conjunto da "Fortaleza de São Francisco e da frente abaluartada da Praça de Peniche, e todas as muralhas militares que constituem os baluartes e cortinas existentes na vila")
Encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo Decreto n.º 28.536, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 66, de 22 de março de 1938.
A ZEP e a zona “non aedificandi" encontram-se definidas por Portaria publicada no Diário do Governo, II série, n.º 71, de 24 de março de 1967.
Retirado de:
Exemplar de arquitetura militar, abaluartado 


 

Igreja Nossa Senhora dos Prazeres


Nesta igreja rezou, Nuno Alvares Pereira a 14 de agosto de 1385, e aqui estiveram as suas relíquias no sexto centenário de seu nascimento 16 de fevereiro de 1961.

O mais antigo monumento de Aljubarrota e o de maior relevo histórico o primeiro templo que existiu neste lugar terá sido construído no séc. XIII, permanecendo atualmente o magnifico portal românico. 

Diz a tradição que D. Nuno Alvares Pereira  a 14 de agosto de 1385 ouviu missa e rezou, antes de se dirigir para a frente de batalha nos campos de São Jorge.

01/08/2020

Oliveira de Nossa Senhora da Purificação


A história da(s) oliveira(s) contada por Carlos Vieira, no local numa visita à casa da falecida mãe em Alcorochel numa manhã de final de julho. Sabes que olira é essa? pergunta-me

-Não, e uma oliveira centenária ou não, conta lá a história, digo-lhe eu.

-Então é assim, essa oliveira e outras que existem pela freguesia eram plantadas pelos fregueses da paróquia e cada uma era identificada por um "P" (o desta já desapareceu, pelo menos não o vimos onde ele dizia que devia estar), depois na altura da apanha da azeitona o azeite era oferecido à Igreja de Nossa Senhora da Purificação para manter os candeeiros da mesma iluminado.  

Cova de bagaço

Mais uma história contada por Carlos Vieira;
"Nesse buraco agora transformado e floreira era a cova do bagaço do meu avô.", se alguma vez eu ia imaginar que por Alcorochel tivessem o mesmo hábito de Pousaflores, a aldeia do meu avô Adelino.
[A cova é um pequeno reservatório circular escavado no solo, não muito profundo e que possuí um muro à sua volta. Para conservar o bagaço destinado à alimentação animal, porcos e galinhas, era costume espalhar em camadas, uma camada de bagaço, uma camada de sal e assume sucessivamente, entre as camadas havia quem regasse com agua e no final tapar a cova com uma laje para a proteger da chuva. A sua localização não é por acaso uma vez que o terreno é inclinado o que permitia o escorrimento das aguas e também estava o dia todo exposto ao sol para mais facilmente secar o bagaço. O bagaço servia também para adubar as terras, para aquecimento nas lareiras] 

14/12/2019

Água fonte de vida


Noticia de Última Hora

Noticia de Última Hora - Semanário do Dia
Devido à forte corrente de água no rio, uma das pontes desabou e cedeu à fúria incontrolável que se faz sentir nestes últimos dias. Felizmente não houve vítimas a lamentar apesar dos elevados prejuízos.

01/12/2019

Tomar à noite leva-nos de volta ao passado

Um passado onde paira a História dos Templários, corajosos e valentes guerreiros da Ordem de Cristo que ajudaram D. Afonso Henriques a conquistar Portugal. 

27/11/2019

Nabão, Tomar

O Nabão esta manhã levava esta cor e um  cheiro estranho nauseabundo ainda que fraco. 27/11/2019 

19/07/2019

Manuel dos Santos (Lisboa, 1925 - Lisboa, 1973)

Manuel dos Santos foi um matador de touros português. O mais consagrado toureiro a pé português, Manuel dos Santos recebeu o nome do avô, o bandarilheiro Manuel dos Santos «Passarito», que o criou na Golegã.

10/02/2018

Casa dos Arrábidos (antigo Convento dos Frades Arrábidos, contíguo à Capela de Santo António)


Originalmente implantado na área peri-urbana de Torres Novas, o conjunto monumental integra o edifício conventual propriamente dito, a capela de Santo António, a cerca que detinha um extenso olival, a fonte de São Luís, localizada num dos limites da propriedade, e ainda uma pequena ermida de espaço único centralizado e abobadado.
As suas origens recuam aos meados do século XVI e à acção do Duque de Aveiro, D. João de Lencastre, nobre que demonstrou grande apreço pelo estilo de vida e observância dos frades arrábidos (cuja primeira casa em Portugal havia sido fundada em 1542 na Serra da Arrábida). Em 1561, o duque determinou a criação de um pequeno convento consagrado a Nossa Senhora do Egipto, perto da sua vila de Torres Novas, entre as localidades de Marruas e Liteiros. O plano arquitectónico da instituição foi da responsabilidade do provincial, Frei Martinho de Santa Maria, que concebeu um convento "em tudo muito pobre e pequeno, de paredes de adobe e madeira tosca que compreendia um dormitório com algumas celas muito estreitas" (JOAQUIM, 2004, p.5, inédito). Durante 32 anos, a comunidade viveu em condições muito precárias até que, em 1593, os menos de dez frades que ali viviam foram transferidos para o actual conjunto.
Este foi fundado em 1591, no lugar de Berlé, por patrocínio de D. Álvaro, sobrinho de D. João de Lencastre, e de outros nobres e homens socialmente relevantes na região. No entanto, a rapidez da construção e a menor qualidade dos materiais empregues, determinaram que cedo o conjunto entrasse em degradação, o que motivou novas obras gerais por volta de 1639, por empenho de Fr. António de Moura, guardião da comunidade.
A igreja conventual é o principal elemento arquitectónico do conjunto. É antecedida por narthex de acesso por tripla arcada ocidental, de arcos em asa de cesto, desenvolvendo-se, superiormente, a fachada principal do templo, com janela central do coro e coroamento em empena de andares, com cruz a eixo e dois pináculos nos ângulos. O templo é de nave única e serviu, durante séculos, de local de enterramento para importantes figuras torrejanas. O coro-alto adossa-se à frontaria e as paredes da nave encontram-se forradas por azulejos azuis e brancos datados da primeira metade do século XVIII. O arco triunfal, a pleno centro, é ladeado por dois retábulos de corpo único, de perfil já neoclássico, e encimado por sanefa de talha onde descarrega composição rectangular de talha dourada com medalhão central. A capela-mor é quadrangular, rematada por retábulo de talha branca, igualmente neoclássico.
Das dependências conventuais, pouco é o que resta de original. Em algumas delas ainda subsistem elementos de pintura mural com motivos vegetalistas e a área habitacional comunicava com a capela através de dois corredores. Em 1662, junto à portaria do convento, os frades erigiram uma Enfermaria, que permitiu que os habitantes de Torres Novas não tivessem de se deslocar a Santarém.
Apesar de não existir ainda um estudo monográfico rigoroso do conjunto, consta que o terramoto de 1755 afectou decisivamente o convento, "tendo-se desmoronado um lanço da abóbada do claustro e a parede da capela do lado norte abriu fendas, ameaçando ruir" (IDEM, p.10, inédito). Terão sido esses problemas a estar na origem das obras então realizadas, que reformularam, por exemplo, os elementos devocionais do interior da igreja. Em 1834, o convento foi encerrado e, três anos depois, a sua posse passou para Luís de Atouguia Sousa Coutinho, nobre vizinho da comunidade e cujos antepassados repousavam na sua igreja. Em 1867, o conjunto passou para a Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas, que promoveu algumas obras. Todavia, em 1920, a propriedade foi adquirida pelo militar José de Sousa Moreira, mantendo-se, até à actualidade, na posse dos seus herdeiros, que a transformaram em unidade de turismo, dotada de 5 quartos duplos, salão, bar, piscina e transformação da área rural em zonas de lazer.

Webgrafia: Património Cultural - Direção-Geral do Património Cultura