20/02/2008

Um mail que recebi...

Recebi este mail e nada mais que eu não defenda já há muito,os professores e todas as outras classes profissionais não resolvem os problemas com greves mas sim com demostrações de que o sistema não está preparado para as ditas reformas, ou seja primeiro cria-se, só depois no devido tempo é que se deve pôr em funcionamento as mudanças que se desejam. O mal deste país sempre esteve em cada maluco querer fazer o que que pensa em tempos recordes, vejam como o Japão conseguiu chegar ao que é e como são feitas por lá as greves.
Segue cópia do e-mail:

Para TODOS os Professores...
De um engenheiro, marido de uma professora.

A propósito das avaliações e do processo continuado de
desacreditação dos Professores que a Ministra quer impor à opinião pública, gostaria que os Professores pensassem no seguinte:
Em vez de fazerem greves inócuas, que ainda por cima cheiram a férias desapropriadas entre feriados, os professores deviam pensar seriamente em cumprir integralmente nas suas escolas o seu horário de trabalho. Passo a explicar:
Pela manhã, TODOS os professores se apresentavam nas suas escolas para iniciarem o seu dia de trabalho.
Agora vai ser necessário um pouco de aritmética, mas da mais básica.
Se um professor tem 3 horas de aulas num dia, cumpre mais quatro horas de permanência na escola. Nessas quatro horas é suposto corrigir testes, preparar aulas, elaborar enunciados das provas, etc., etc. tudo o que se relacione com a sua profissão e que normalmente está habituado a fazer em casa.
É também suposto utilizar as secretárias, as cadeiras, os
computadores e as impressoras da escola para o seu trabalho.
É que também é suposto que, antes de exigir resultados, a escola lhe forneça condições de trabalho. No final das sete horas de trabalho diário (7 x 5 = 35) saíam da escola para casa, deixando na escola o trabalho que ficou por fazer.
Facilmente os Conselhos Executivos chegarão à conclusão que a escola não oferece condições aos professores para que estes trabalhem, e terão que o comunicar ao Ministério, ou não há seriedade. Ou tentarão os Conselhos Executivos agir de forma a convencerem os professores de que como estes se acotovelam na escola o melhor será irem para casa?
Mas poderão os professores ser penalizados por quererem exercer o seu trabalho no local de trabalho que lhes está por natureza determinado?
Deixem de ser um bando e passem a actuar como um grupo.
TODOS para as escolas desde manhã a cumprirem o horário de trabalho na escola, o local de trabalho natural. Atasquem completamente as escolas coma vossa presença e deixem que a ausência de condições de trabalho faça o resto. Deixem-se de greves inócuas e atrapalhem verdadeiramente o sistema de forma legal. Provem de uma vez por todas que querem trabalhar e que este patrão não vos dá condições de trabalho apesar de vos exigir resultados, e ainda por cima enxovalhando-vos continuamente. Sejam de uma vez por todas PROFESSORES UNIDOS.
Se assim não for, rendam-se às evidências e façam o trabalho dos auxiliares educativos, que ajudam o ministério a poupar uns cobres.
E NÃO SE QUEIXEM.

Filipe Pinheiro de Campos Bragança

Para quem não sabe, não sou professor. Sou um engenheiro que às vezes pensa nestas coisas, muitas delas quando às quatro ou cinco da manhã grito para a minha mulher que está no escritório a corrigir testes e pergunto se não se vem deitar.
Agora façam a vossa parte. Façam forward deste mail para todos os vossos amigos, especialmente os professores. Comecem a divulgar esta ideia e façam entender a este Portugal e ao Ministério da Educação a importância do professor.

1 comentário:

Fernando Rozano disse...

Oi Alberto, a Educação aqui no Brasil é um caos. Talvez, exagerando, possa dizer que há Educação, mas sempre têm os que acreditam e seguem em frente. Excelente post para reflexão e ação. Grande abraço.